Descrição
Autor: Álvaro Vieira Pinto
Prefácio de Dauto João da Silveira
ISBN: 978-85-524-0606-8
Páginas: 128
Peso: 185g
Ano: 2026
15x21cm
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Este livro é um dos históricos volumes da Coleção Cadernos do Povo Brasileiro, publicado em 1962 pela Editora Civilização Brasileira no Brasil, portanto antes do brutal golpe de 1964, que durou 21 anos, e em 1975 pela Diabril em Portugal, no auge da Revolução dos Cravos, que derrubou a violenta ditadura salazarista, que se estendeu por 41 anos.
Por que os ricos não fazem greve? nos traz uma resposta simples: porque não trabalham. O trabalho é realizado pela classe trabalhadora, e o rico é o seu dono. Para os trabalhadores, a greve é uma ação consciente e vigorosa para ampliar suas conquistas com objetivos bem mais amplos, como a derrota do poder político da classe dominante pondo fim à superexploração.
Apresentar esta obra depois de seis décadas de seu lançamento oferece uma rara oportunidade para que sindicalistas, acadêmicos, militantes partidários e a juventude possam refletir crítica e revolucionariamente sobre o caminho da Revolução Brasileira por meio do pensamento do grande filósofo marxista brasileiro Álvaro Vieira Pinto.
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Esta é a sua última publicação [Álvaro Vieira Pinto] antes do golpe de 1964 e revela o rigor e radicalidade dos seus trabalhos anteriores. Se em A questão da universidade, obra coletânea, o autor combatia o caráter alienante das universidades – “convertendo-a em instrumento ideológico e em campo de ação prática para a aniquilação do poder político da atual classe dominante” –, no presente livro ele consagra a greve enquanto um “gesto consciente da totalidade da classe trabalhadora na conquista de objetivos amplos”, isto é, na tomada de poder político. Universidades e greves enquanto elementos constitutivos do processo de revolução brasileira. Tal gesto, aliás, passa ao largo dos atuais sindicatos e da UNE; subjugados à ideologia lulista, tornaram-se organizações impotentes, desnecessárias e alheias aos dramas da classe trabalhadora. Ao abandonarem a tomada do poder político em troca de disputas eleitorais, reduziram a greve a um mero expediente burocrático, sem nenhuma preocupação revolucionária. Devemos insistir: por que há greves?
Trecho do prefácio de Dauto João da Silveira
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Álvaro Vieira Pinto (1909-1987) era carioca do bairro Botafogo. Diplomado em Medicina e Doutorado em Filosofia. Doutor Honoris Causa pela Universidade Nacional do Paraguay, Professor de História da Filosofia pela Universidade Nacional de Filosofia e Chefe do Departamento de Filosofia do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). Revolucionário marxista e crítico do subdesenvolvimento e do imperialismo, é autor de uma volumosa e densa obra, escreveu O Conceito de Tecnologia e A Sociologia dos Países Subdesenvolvidos (obras póstumas), ambos de grande atualidade.
A Editora Insular publicou, em 2025, A questão da universidade, também do autor.


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