Descrição
Organizadoras: Terezinha Silva e Jessica Gustafson
ISBN: 978-85-524-0662-4
Páginas: 313
Ano: 2026
***
“Situado no vasto campo de estudos, ativismos e políticas públicas sobre violências contra as mulheres, este livro traz substantiva contribuição teórica e metodológica a pesquisas desenvolvidas nesse campo de investigação, iniciado no Brasil na década de 1970 com os trabalhos pioneiros de Mariza Corrêa. Muito já se avançou no Brasil, nas últimas décadas, a respeito dos julgamentos, naquele período, de assassinatos considerados “crimes passionais”, marcados por valores de gênero que a literatura nomeia como “modelos tradicionais mediterrâneos” baseados na dicotomia honra masculina versus vergonha feminina.
Foram os assassinatos de mulheres conhecidas, como Ângela Diniz e Eliane de Grammont, que deram origem às primeiras manifestações públicas com o slogan “Quem ama não mata”. E, a partir delas, deu-se a emergência, no início dos anos 1980, dos SOS Violência (grupos feministas de acolhimento a mulheres vítimas); e, em 1985, das DEAMs (Delegacias de Atendimento às Mulheres), que são uma marca das políticas públicas brasileiras visando à mitigação desse problema.
[…] Todos os capítulos trazem importantes revisões teóricas sobre o tema das violências de gênero, com foco nas particularidades do crime de feminicídio em diferentes grupos de vítimas. Também trazem significativa contribuição metodológica para análise da mídia, com detalhadas descrições dos procedimentos adotados, o que inspirará certamente novas pesquisas sobre o tema”.
Miriam Pillar Grossi
(Prefácio)
***
Nos anos recentes, os debates e as pesquisas sobre o feminicídio e as violências de gênero que o sustentam ganharam um novo impulso também na área da Comunicação e do Jornalismo. Este livro reúne estudos que discutem, em 14 capítulos, diversos aspectos do problema: o imaginário do amor romântico, a invisibilidade das violências psicológica e patrimonial, das violências contra mulheres negras e mulheres com deficiência, a cobertura de feminicídios envolvendo lésbicas e mulheres trans, a violência contra brasileiras migrantes, a masculinidade hegemônica, a machosfera, as articulações entre a atuação de movimentos feministas nas últimas décadas, a cobertura da mídia e a construção de políticas públicas no processo de institucionalização deste problema público no Brasil, na Argentina, na Espanha e na França. Traz ainda um Checklist para avaliar a cobertura jornalística de feminicídios.
O livro é destinado a pesquisadoras(es) da comunicação e de outras áreas do conhecimento, interessados na temática da violência de gênero, especialmente na sua relação com as produções da mídia e do jornalismo, bem como a professores(as), estudantes e profissionais do jornalismo. Destina-se também a formuladores de políticas públicas, tendo em vista que os meios de comunicação são atores fundamentais para a prevenção primária da violência de gênero, e, portanto, precisam ser incluídos nas políticas de enfrentamento do problema.
***
Autores(as)
Asunción Bernárdez Rodal
Chloë Salles
Constanza Caffarelli
Daiane Bertasso
Dayane do Carmo Barretos
Débora Coward Fogliatto
Diana Mannes Koch
Eduarda Pereira
Eliza Bachega Casadei
Elton Antunes
Emmanuel Marty
Fernanda Nascimento
Graciela Padilla Castillo
Iara Rossetti Musso
Isabel Colucci Coelho
Isabelle Pailliart
Jessica Gustafson (org.)
Lorreine Petters
Ludmila Adad
Luisa de Melo Silva
Lynara Ojeda
Marcia Veiga da Silva
Marisa Sanematsu
Nayara Luiza de Souza
Terezinha Silva (org.)
Thais Araujo de Freitas
Thaís Becker H. Silveira


Avaliações
Não há avaliações ainda.