Descrição
Organizadores: Flávio Magalhães Piotto Santos, Rodrigo Nagem de Aragão
ISBN: 978-85-524-0584-9
Páginas: 224
Peso: 305g
Ano: 2025
15x21cm
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Eis aqui um livro em movimento, expressão de uma necessária reflexão coletiva. Obra organizada por Flávio Magalhães e Rodrigo Nagem, reflete o ciclo de três dias de debate em torno do tema Dependência e Socialismo na América Latina hoje, realizado entre os dias 24 e 26 de outubro de 2023 na Universidade de São Paulo. A díade do título – socialismo e dependência –, embora apareça pouco no debate político-intelectual contemporâneo, não deixa de ser atual, na verdade urgente. Afinal, a realidade teima em apresentar a categoria de dependência como “uma forma de ser, uma expressão da existência” da particularidade do modo de produção capitalista em Nuestra América. E a história desta região também insiste em apontar para o fato de que a superação dessa realidade passa necessariamente pela superação desse modo de produção e reprodução social da vida, com tudo que isso implica. Esta urgente e estratégica tarefa, por sua vez, requer a constante análise concreta da situação concreta, isto é, exige conhecer a realidade em suas determinações para poder transformá-la. Com textos que percorrem a realidade da Argentina, do Brasil, de Cuba, bem como adentram na reflexão teórica sobre as crises estruturais do capitalismo, em geral, e a dialética da dependência, em especial, o presente livro se propõe a contribuir nesse sentido. Uma tarefa em movimento e sempre coletiva.
Fernando Correa Prado
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A dependência a que aludimos é justamente para o resgate da Teoria Marxista da Dependência (TMD) e as grandes possibilidades que ela apresenta para a compreensão da situação dependente na qual o Brasil se encontra. A TMD nos permite compreender criticamente o capitalismo dependente brasileiro, suas contradições e a impossibilidade de resolução de seus graves problemas dentro do marco desenvolvimentista, isto é, dentro do próprio modo de produção capitalista. Dessa forma, é possível fazer a crítica ao “novo-neodesenvolvimentismo” existente atualmente. A TMD foi um esforço de Dos Santos, Bambirra e principalmente de Marini para essa tarefa. E como toda teoria que provém de Marx, ela é um trabalho aberto, pois a realidade está em constante mutação.
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