Descrição
Autor: Rafael José de Menezes Bastos
ISBN: 978-85-524-0566-5
Páginas: 468 il.
Peso: 700g
Ano: 2025
16 x 23 cm
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Rafael José de Menezes Bastos abriu caminhos nos estudos das culturas indígenas de forma geral e, mais especificamente, nas músicas dos povos indígenas da América do Sul. É o que se pode ler nesta obra que homenageia os seus 80 anos.
Desde sua primeira viagem aos Kamayurá no Xingu, em 1969, dedicou-se a pesquisar as relações interculturais dos povos da região, passando por todas as instâncias acadêmicas e a então Fundação Nacional do Índio (Funai) – e não raro, em defesa dos direitos dos povos indígenas, contrariou interesses da ditadura militar.
Ao longo de sua trajetória, Menezes Bastos aprendeu com mestres indígenas repertórios musicais específicos e realizou muitas gravações de performances musicais, conformando um arquivo sonoro que registra a sequência de peças que estruturam o rito, também descritas por meio de partituras. Um raro esforço analítico, e extensa etnografia, permitiram-lhe identificar características formais, semânticas e políticas desse repertório, esmiuçando os detalhes da sua singularidade, descrevendo tendências que podem se estender ao cenário maior dos sistemas musicais de muitos povos xinguanos.
Desde sua primeira viagem aos Kamayurá no Xingu, em 1969, dedicou-se a pesquisar as relações interculturais dos povos da região, passando por todas as instâncias acadêmicas e a então Fundação Nacional do Índio (Funai) – e não raro, em defesa dos direitos dos povos indígenas, contrariou interesses da ditadura militar.
Ao longo de sua trajetória, Menezes Bastos aprendeu com mestres indígenas repertórios musicais específicos e realizou muitas gravações de performances musicais, conformando um arquivo sonoro que registra a sequência de peças que estruturam o rito, também descritas por meio de partituras. Um raro esforço analítico, e extensa etnografia, permitiram-lhe identificar características formais, semânticas e políticas desse repertório, esmiuçando os detalhes da sua singularidade, descrevendo tendências que podem se estender ao cenário maior dos sistemas musicais de muitos povos xinguanos.
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Os textos deste livro estão organizados em quatro blocos temáticos.
O primeiro, Ritual, xamanismo e percepção, traz contribuições teórico-
etnográficas à compreensão dos rituais dos povos xinguanos, das especificidades do seu xamanismo e das formas de percepção que a sua ontologia promove. Inclui ainda um artigo, já clássico, que aponta as principais tendências nos estudos sobre a música dos povos indígenas das terras baixas sul-americanas e identifica características recorrentes em diversos sistemas musicais da região.
O segundo bloco, Música indígena como ação política, trata da dimensão política do fazer musical indígena, tanto de práticas musicais orientadas a afetar as ações dos não indígenas ou do mundo moderno-ocidental, quanto de fazeres e saberes musicais que os povos indígenas acionam nas suas lutas.
O terceiro, Alto Xingu, território indígena, apresenta formas plurais de compreender a história do processo de organização da Terra Indígena Xingu.
O último bloco, Outras escutas da música indígena no Brasil, contribui para pensar a importância dos pontos de escuta nas formas em que conhecemos as músicas indígenas.
O primeiro, Ritual, xamanismo e percepção, traz contribuições teórico-
etnográficas à compreensão dos rituais dos povos xinguanos, das especificidades do seu xamanismo e das formas de percepção que a sua ontologia promove. Inclui ainda um artigo, já clássico, que aponta as principais tendências nos estudos sobre a música dos povos indígenas das terras baixas sul-americanas e identifica características recorrentes em diversos sistemas musicais da região.
O segundo bloco, Música indígena como ação política, trata da dimensão política do fazer musical indígena, tanto de práticas musicais orientadas a afetar as ações dos não indígenas ou do mundo moderno-ocidental, quanto de fazeres e saberes musicais que os povos indígenas acionam nas suas lutas.
O terceiro, Alto Xingu, território indígena, apresenta formas plurais de compreender a história do processo de organização da Terra Indígena Xingu.
O último bloco, Outras escutas da música indígena no Brasil, contribui para pensar a importância dos pontos de escuta nas formas em que conhecemos as músicas indígenas.
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Rafael José de Menezes Bastos
Professor Titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, aposentado. Professor Emérito da UFSC. Foi professor e/ou pesquisador visitante em universidades europeias (Portugal, França) e americanas (Estados Unidos, Canadá). Publicou cerca de cem artigos e capítulos de livros, três livros, um deles na Colômbia, e uma coletânea. Conselheiro editorial de publicações no Brasil e no estrangeiro. Experiência central está na Antropologia e Etnomusicologia Indígenas, atuando nos seguintes temas: música, cultura e sociedade nas terras baixas da América do Sul, Alto Xingu, música popular, Santa Catarina e música, cultura e sociedade na América Latina e Caribe.
Professor Titular do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, aposentado. Professor Emérito da UFSC. Foi professor e/ou pesquisador visitante em universidades europeias (Portugal, França) e americanas (Estados Unidos, Canadá). Publicou cerca de cem artigos e capítulos de livros, três livros, um deles na Colômbia, e uma coletânea. Conselheiro editorial de publicações no Brasil e no estrangeiro. Experiência central está na Antropologia e Etnomusicologia Indígenas, atuando nos seguintes temas: música, cultura e sociedade nas terras baixas da América do Sul, Alto Xingu, música popular, Santa Catarina e música, cultura e sociedade na América Latina e Caribe.


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