Descrição
Os bilhetes à Casa Civil da Presidência da República (1951 e 1954)
Organizador: Francisco Baptista Neto
ISBN: 978-85-524-0635-8
Páginas: 604 il.
Peso: 890g
Ano: 2026
16x23cm
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Os bilhetes de Getúlio Vargas para Lourival Fontes, nos mostram aspectos nem sempre evidentes do quotidiano dos homens do poder: escolhas, decisões, intrigas, encaminhamentos, disputas, demandas, arbitragens. Uma espécie de “face oculta da Lua” ao revelar fragmentos que não foram feitos para publicação, o que só reforça sua importância como subsídio e fonte para a História.
Nos pequenos textos, breves, imediatos, nervosos, prosaicos, interesses a defender, a acomodar, a conciliar, no limite, a contrariar. Entretanto, a Política não gira apenas em torno de interesses, como sustenta certo lugar-comum. Como lembra Angela Castro Gomes, há também aí espaço para amizades duradouras, como a que aproximou os autores dos bilhetes – o Presidente da República e seu Chefe da Casa Civil, unidos em torno de objetivos comuns. E, mais surpreendente, entre adversários, como os conterrâneos Lourival Fontes e Lourival Baptista, a quem foi atribuída, em confiança. Por anos a fio, a guarda desta documentação que você, leitor, agora poderá conhecer.
Daniel Aarão dos Reis
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Getúlio Vargas governou o Brasil de 1930 a 1945. Deposto, volta ao poder eleito democraticamente em janeiro de 1951. Lourival Fontes assume o Gabinete Civil.
Getúlio Vargas revelou-se desejoso que o povo fosse o fiscal das ações governamentais. Destaque para o esforço de deter o avanço inflacionário. Sem deixar de se preocupar em montar a PETROBRÁS, o BNDE, a FNM e a ELETROBRÁS e sem se descuidar do que já havia realizado como a CSN, a VALE e o IPHAN.
Escreve bilhetes para o Chefe do Gabinete Civil, sobre variados assuntos, como uma listagem dos principais atos e providências no governo para informar o povo pelas rádios, além de encaminhar ideias para a elaboração de discursos. Lourival Fontes compreende o novo formato de governar. Chega a encontrar acomodações apropriadas para auxiliares que estavam encarregados de trabalhos para o Presidente. Só não conseguiu manter a mesa e a cadeira da principal assessora do Presidente da República, sua filha, Alzira Vargas do Amaral Peixoto, que perdeu o seu lugar no palácio.
Lourival soube entender a importância dos bilhetes. Guardou-os e entregou-os ao Senador Lourival Baptista, cuja família teve o cuidado de preservar esta documentação.
Angela de Castro Gomes, estudou, com sua equipe, uma metodologia para a melhor compreensão dos bilhetes. As notas dão a oportunidade de entender o momento vivido. Anexos aprofundam a leitura com uma lista das pessoas que formaram o governo; uma relação de 28 discursos, além de fotografias e notícias de jornais e revistas, tudo sempre relacionado aos bilhetes.
Celina Vargas do Amaral Peixoto
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O organizador deste livro, Francisco Baptista Neto, é sergipano, nascido em Aracaju, em 1945, filho de Lourival Baptista e Hildete Falcão Baptista. Em Sergipe, seu pai foi governador, senador, deputado federal e estadual, e prefeito de São Cristóvão. Sua mãe criou, em 1967, o Instituto Lourival Fontes, organização pioneira no atendimento a crianças de rua.
Baptista Neto foi oficial de gabinete do Gabinete Civil da Presidência da República no Governo Castelo Branco (1964-1967) e assistente particular do governador da Bahia Luiz Viana Filho (1967-1971).
Médico psiquiatra é autor de 15 livros, sendo o último Adolescentes – Da geração dos anos 1990 à Era digital (2026), e de vários artigos em jornais e revistas.


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