Descrição
Autores: Remy J. Fontana e Nelson Wedekin
Prefácio: Armando de Melo Lisboa
ISBN: 978-85-524-0579-5
Páginas: 320
Páginas: 320
Peso: 480g
Ano: 2025
15x22cm
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O conjunto da inexaurível riqueza presente nas diferenças entre cada um dos 54 perfis (amigos em maioria, mais alguns parentes e conhecidos) descritos neste livro, muitos dos quais com quem também convivi, conforma um rio, esse símbolo antigo do tempo. Cada vida única e singular aqui descrita conecta e entrelaça-se a partir da amizade com Nelson e Remy, estendendo-se umas sobre as outras, gerando um fluxo contínuo e orgânico onde a presença de cada um modifica profundamente os demais.
Com o risco de perder a densidade e a textura das particularidades e contingências postas relacionalmente pela amizade de Remy e Nelson com todos, cabe também colher as características comuns advindas da coexistência caleidoscópica destas vidas. Como é próprio da amizade, os relacionamentos aqui descritos não se pautam por propósitos instrumentais e utilitaristas, nem são catalisados por anseios políticos ou metafísicos mais amplos, pois pertencem exclusivamente à esfera da práxis cujo deleite é inerente a si própria.
Todavia, como elas estão espacial e temporalmente imbricadas, possuem uma ressonância maior.
A potência da capilaridade dos fios tentaculares produzidos nos vínculos aqui expostos emaranhou a muitos, capacitando-os amorosamente a não se desesperarem ou se ausentarem, mas, fortalecidos e renovados, a participar das trilhas e combates da história recente. Armando de Melo Lisboa
Professor no Depto. de Economia e Relações Internacionais da UFSC
Com o risco de perder a densidade e a textura das particularidades e contingências postas relacionalmente pela amizade de Remy e Nelson com todos, cabe também colher as características comuns advindas da coexistência caleidoscópica destas vidas. Como é próprio da amizade, os relacionamentos aqui descritos não se pautam por propósitos instrumentais e utilitaristas, nem são catalisados por anseios políticos ou metafísicos mais amplos, pois pertencem exclusivamente à esfera da práxis cujo deleite é inerente a si própria.
Todavia, como elas estão espacial e temporalmente imbricadas, possuem uma ressonância maior.
A potência da capilaridade dos fios tentaculares produzidos nos vínculos aqui expostos emaranhou a muitos, capacitando-os amorosamente a não se desesperarem ou se ausentarem, mas, fortalecidos e renovados, a participar das trilhas e combates da história recente. Armando de Melo Lisboa
Professor no Depto. de Economia e Relações Internacionais da UFSC
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“Há algo mais forte que a morte,
é a presença do ausente
no coração dos vivos.”“Il y a quelque chose de plus fort
que la mort, c’est la présence
des absents dans le coeur des vivants.”
é a presença do ausente
no coração dos vivos.”“Il y a quelque chose de plus fort
que la mort, c’est la présence
des absents dans le coeur des vivants.”
Jean Bruno Wladimir François-de-Paule Lefèvre d’Ormesson
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Esta citação do literato francês está em plena conformidade com o espírito que presidiu estes escritos-homenagens aos amigos, companheiros, parentes e conhecidos que constam desta publicação.
Se estão mortos, não estão esquecidos; embora ausentes, ainda nos fazem companhia. Suas personalidades ainda nos marcam, seus legados nos inspiram, a lembrança de suas vidas e dos tempos que viveram estrutura nossa consciência, enriquece nossos dias e confere sentido e beleza à nossa existência.
É certo, estamos no âmbito do que já passou, mas a morte dos que nos tocaram em vida revelam pela sua ausência muito do que somos.
Se estão agora no Eterno sem limites, fora do Tempo e do Espaço, despojados de Matéria ou de Forma, então vivem em nós como presença silenciosa, naquilo que herdamos deles sem perceber: um gesto, uma palavra, um silêncio, um afeto.
São vidas, pois, que celebramos, não mortes que lamentamos.
Se estão mortos, não estão esquecidos; embora ausentes, ainda nos fazem companhia. Suas personalidades ainda nos marcam, seus legados nos inspiram, a lembrança de suas vidas e dos tempos que viveram estrutura nossa consciência, enriquece nossos dias e confere sentido e beleza à nossa existência.
É certo, estamos no âmbito do que já passou, mas a morte dos que nos tocaram em vida revelam pela sua ausência muito do que somos.
Se estão agora no Eterno sem limites, fora do Tempo e do Espaço, despojados de Matéria ou de Forma, então vivem em nós como presença silenciosa, naquilo que herdamos deles sem perceber: um gesto, uma palavra, um silêncio, um afeto.
São vidas, pois, que celebramos, não mortes que lamentamos.
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Nelson Wedekin, é nascido em Mondai-SC, no ano de 1944, filho de Bernardina Lemos Wedekin e João Baptista Wedekin. Aos 8 anos a família Wedekin se mudou para Joaçaba, no Meio-Oeste. Ali completou os primeiros estudos. Casou-se com Arlete Teresinha Liberali Wedekin (in memoriam) e tiveram os filhos Luana, Nara Micaela e Leonardo. No ano de 1964, nova mudança, desta vez para Florianópolis, onde cursou durante os quatro primeiros anos da Faculdade de Direito da UFSC. Se formou em Direito cursando o último ano na Faculdade Braz Cubas, de Mogi das Cruzes, SP. Em São Paulo, se graduou em Jornalismo pela USP. Retornando para Florianópolis em 1975, esteve engajado nas lutas da democratização e no combate à ditadura militar. Foi presidente da Comissão de Justiça e Paz de SC. Foi membro de entidades culturais e políticas de oposição ao regime militar. Escreveu para jornais alternativos e jornais diários (O Estado, A Notícia), e militou intensamente no MDB, no PMDB e PDT. Foi deputado federal (1983-1987) e senador (1987-1995). Foi diretor do BRDE, do BADESC e do BESC. Foi secretário da Fazenda de SC de 1997 a 1998. Desde 2003 atuou na iniciativa privada, foi diretor e presidente de empresas e instituições, até se aposentar em 2022.
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Remy José Fontana nasceu em Concórdia, SC, em maio de 1947. Filho de Diamantina e Paulino Fontana. Graduado em Administração e Gerência (ESAG-UDESC), Filosofia (CFH-UFSC); pós-graduação em Sociologia (FFLCH-USP) e em Ciência Política (School of Political Science, Birkbeck College, University of London). Sociólogo. Professor no Depto. de Sociologia e Ciência Política (UFSC, 1976-2010). Autor de Da esplêndida amargura à esperança militante – ensaios políticos, culturais e ocasionais. Ed. Insular, 2022; Democratic life after the transition – in Search of governability in Brazil: from Sarney to Lula’s first presidency. Ed. Dialética, 2024. Vive em Florianópolis com a esposa Elaine, onde dedica-se a escrever ensaios, aprofundar conhecimentos, cultivar amigos e inquietar-se com a imperfectibilidade humana e social, porém sem abdicar da esperança, a mais humana das emoções.


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