Descrição
Autor: Luiz Fernando Vidal da Rocha
ISBN: 978-85-524-0599-3
Páginas: 152
Peso: 225g
Ano: 2026
15x21cm
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Alguns dos mais gloriosos capítulos da luta contra a ditadura militar em nosso país foram escritos pela juventude. O enfrentamento se deu após o golpe de 1964 e a posterior decretação do Ato Institucional nº 5, o famigerado AI-5, adentrando os anos 70 com a brutal repressão policial-militar que desabou sobre a nossa sociedade. O historiador Luiz
Fernando Vidal da Rocha nos traz uma versão desses fatos desde a ótica de quem os vivenciou na militância estudantil, nas associações de bairros e partidárias, tendo como perspectiva a revolução brasileira e o socialismo. Ainda na trincheira libertária e com este livro, no muro do esquecimento que oculta a memória da violência contra o povo brasileiro, o autor pichou: “Ditadura nunca mais!”.
Fernando Vidal da Rocha nos traz uma versão desses fatos desde a ótica de quem os vivenciou na militância estudantil, nas associações de bairros e partidárias, tendo como perspectiva a revolução brasileira e o socialismo. Ainda na trincheira libertária e com este livro, no muro do esquecimento que oculta a memória da violência contra o povo brasileiro, o autor pichou: “Ditadura nunca mais!”.
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Reencontrei Luiz Fernando Vidal da Rocha na livraria Desterrados e retornei a meados dos anos 70, quando o conheci na UFSC. Eu voltava à Ilha e à universidade após ter militado no movimento estudantil da UFRGS articulado com a clandestina UNE e uma célula do PCdoB em processo de unificação com a AP. Perseguido, escapara à Argentina, retornara e filiara-me à Juventude do MDB de Porto Alegre. No final de 1975, ao buscar meus manuscritos, documentos e livros, fui preso ao cruzar o Rio da Prata de Buenos Aires para o Uruguai. Liberto e ameaçado pela repressão, abriguei-me por aqui e ingressei no curso de História. Estava “desterrado” e constatei que a Reforma Universitária, baseada nos acordos entre a ditadura e o imperialismo estadunidense, contra a qual tinha lutado, se consolidara na UFSC. Fernandinho trabalhava no DACEB, reduto da militância de esquerda. O melhor de tudo, ainda é um camarada com histórias a contar e o convidei a publicar este livro, e não furou o “ponto”.
Agradeço aos fotógrafos Milton Ostetto, que me apoiou nos contatos, Celso Martins (in memoriam), Dario de Almeida Prado Junior, James Tavares, e Tarcísio Mattos – “ninguém solta a mão de ninguém” –, que possibilitaram editar um maravilhoso bloco de fotos.
Agradeço aos fotógrafos Milton Ostetto, que me apoiou nos contatos, Celso Martins (in memoriam), Dario de Almeida Prado Junior, James Tavares, e Tarcísio Mattos – “ninguém solta a mão de ninguém” –, que possibilitaram editar um maravilhoso bloco de fotos.
Nelson Rolim de Moura, editor


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