Descrição
Autor: Antonio Méndez Rubio
ISBN: 978-85-524-0553-5
Páginas: 122
Peso: 215g
Ano: 2025
16x23cm
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Cabe cogitar que a sociedade contemporânea abriga os pilares estratégicos do fascismo – acontecimento histórico, político e social – consistentes em:
1) um projeto político de controle total;
2) uma estrutura econômica de tipo industrial-capitalista;
3) uma dinâmica social que gira em torno do vínculo massas-líderes;
4) uma cultura acrítica, conformista, sustentada, em última instância, em um perfil de subjetividade defensivo/agressivo, encouraçado? E que a relação entre esses quatro fatores acaba hiperestimulada em contextos de crise aguda, como a do período de 2010-2020, adotando forma de onda expansiva, neocolonial global, já no contexto anterior de deslocamento da hegemonia do Estado ao Mercado, ditado pela globalização neoliberal? Antonio Méndez Rubio, invocando base teórica consistente e evidências colhidas do cotidiano, assim o defende, e defende, ainda, que “o fascismo de hoje, diferentemente do fascismo clássico, é mais difícil de combater porque o levamos no fundo de nossos corações”.
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O autor destes escritos já os apresentou como antilivro. Este mosaico de passagens, fragmentos e citações trazidas de diferentes fontes trata da ideia polêmica da sobrevivência contemporânea de um fascismo renovado, de baixa intensidade (mas de alta eficácia – ressalva profilática relevante), como nova forma de totalitarismo.
Esse fascismo de baixa intensidade não é o fascismo de toda a vida. Na sucessão das crises sistêmicas, até o atual contexto do neoliberalismo financeiro globalizado, há um fio condutor entre o fascismo clássico (1930), identitário (nacional), político-militar, centrado no poder de estado; o novo fascismo (1970), consumista, desenvolvimentista, espetacular, e o fascismo de baixa intensidade (2010), em uma chave aporofóbica (global), mercantil e tecnológica, instalado de forma fantasmagórica (espectral, difusa, ambiental, sem rosto), biopolítica (corporal, sensorial, emocional) e inconsciente (não deliberado, invisível, subterrâneo). Antonio Méndez Rubio adota a ideia de que “o fascismo de hoje, diferentemente do fascismo clássico, é mais difícil de combater porque o levamos no fundo de nossos corações”.
Esse fascismo de baixa intensidade não é o fascismo de toda a vida. Na sucessão das crises sistêmicas, até o atual contexto do neoliberalismo financeiro globalizado, há um fio condutor entre o fascismo clássico (1930), identitário (nacional), político-militar, centrado no poder de estado; o novo fascismo (1970), consumista, desenvolvimentista, espetacular, e o fascismo de baixa intensidade (2010), em uma chave aporofóbica (global), mercantil e tecnológica, instalado de forma fantasmagórica (espectral, difusa, ambiental, sem rosto), biopolítica (corporal, sensorial, emocional) e inconsciente (não deliberado, invisível, subterrâneo). Antonio Méndez Rubio adota a ideia de que “o fascismo de hoje, diferentemente do fascismo clássico, é mais difícil de combater porque o levamos no fundo de nossos corações”.
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Antonio Méndez Rubio é poeta, ensaísta e professor de Teorias da Comunicação, Comunicação e Estudos Culturais e Comunicação Musical na Universidade de Valência – Espanha, com atuação premiada na poesia e relevantes ensaios sobre poética e sociedade e crítica cultural, publicados na Espanha e em outros países, inclusive Abordagens sobre comunicação e cultura, São Paulo, Expressão Popular, 2020. Nas suas variadas formas de intervenção, trata do fascismo de baixa intensidade, alojado em contexto de “pantallización” do mundo, de proliferação compulsiva de selfies, stories ou reels. De forma aberta à fragilidade, explora hipóteses como a de que o sistema funciona porque foi subjetivado – o interiorizamos e o habitamos –, na linha da conhecida advertência de Marx de que, nos domínios do capitalismo, “tudo o que é sólido se desvanece no ar”, assim como a de que a “nova direita radical” apoia a sua base social inclusive no plano inconsciente. A atuação de Antonio Méndez Rubio, inclui, assim, a “radicalização da crítica do poder como dispositivo de subjetivação”, tanto no poético como no político e no cultural, assim como experiências cotidianas de resistência subalterna, de raiz anticapitalista e libertária.


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