Descrição
A vida de Eugenio Chemp, fugitivo da Revolução Russa, que virou jogador de futebol e líder sindical comunista perseguido pela ditadura militar no Brasil
Autor: Brenno Costa
ISBN: 978-85-524-0571-9
Páginas: 208
Como promissor centroavante, Eugenio Chemp começou a aparecer na imprensa durante suas destacadas atuações pelo São Paulo, Botafogo e Náutico. Sua performance neste último clube, levou à convocação para a Seleção Pernambucana em 1940. E o inesperado aconteceu, foi denunciado por ser estrangeiro – “russo” –, o que violava o regulamento do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. Criou-se um pandemônio, e o jogador se naturalizou brasileiro.
Após pendurar as chuteiras, reapareceu como um ativo militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Chemp ascendeu na estrutura do PCB e teve ligação direta com Luiz Carlos Prestes, entre outros dirigentes. Com um inflamado discurso, construiu uma sólida base no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, comandou as principais e históricas greves do país e foi perseguido pela repressão política, tanto nas duas décadas que antecederam o golpe de 1964 quanto nos anos seguintes, até o fim da ditadura militar.
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Este livro-reportagem, do jornalista esportivo Brenno Costa, é resultado de cinco anos de entrevistas, pesquisas em livros e mais de mil documentos, revelando a incrível história de Eugenio Chemp (1916-1995), o jogador de futebol e líder sindical mergulhado no esquecimento.
O atacante goleador brilhava nos gramados e na imprensa esportiva com um segredo. Ninguém sabia que nascera no antigo e distante Império Russo, em Kiev, na Ucrânia, e imigrara para o Brasil com a família após a Revolução Bolchevique de 1917. Assim, jogou em grandes clubes, até que uma denúncia de ser estrangeiro mudou o rumo da sua carreira, pois transgredia as regras da competição que disputava. A polêmica em torno da situação irregular do jogador tomou conta das manchetes dos jornais e causou furor entre os torcedores.
Numa surpreendente reviravolta, sua presença migrou dos campos de futebol para a política e o chão de fábrica, como líder sindical filiado ao PCB. Foi perseguido, preso, condenado e torturado – acusado de envolvimento “em atos de terrorismo” com a ALN de Carlos Marighella –, e ficaram os traumas físicos. Morreu, duas semanas antes de completar 73 anos, como um herói oculto para as novas gerações de operários.
Este livro traz o legado histórico do jogo revolucionário do “russo” Chemp para mudar a vida dos trabalhadores brasileiros. Brasileiro que sempre fez questão de ser.


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