A fabricação do pânico sexual bolsonarista

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Descrição

Do “kit gay” à “mamadeira de piroca”

Autor: Allan Santos

ISBN: 978-85-524-0513-9

Páginas: 381

Ano: 2025

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Allan analisa em pormenores, num trabalho de enorme fôlego arquivístico e variabilidade documental, os atores sociais e os processos político-midiáticos que derem sustentabilidade à virada autoritária na política brasileira representada pela ascensão de Bolsonaro ao poder. Centra-se no papel da política antigênero nesta viragem autoritária, particularmente no recente envolvimento de grupos e indivíduos de extrema-direita que se opuseram à agenda dos direitos sexuais e reprodutivos, bem como a multiplicidade de performances e identidades de gênero no contemporâneo. (…)
Como explica Allan, a chegada de temas como gênero e sexualidade para o centro dos conflitos políticos do Brasil não fez gerar uma mudança dos conflitos redistributivos para aqueles que demandam reconhecimento, poder e lugar de fala, porque o tema da moralização serviu tanto como uma barreira às demandas por igualdade quanto como uma cortina de fumaça em relação às desigualdades sociais. Quando uma batalha política se transforma em moral, o adversário político é qualificado como inimigo, enquanto o papel de um virtuoso ator político é atribuído a si mesmo, defensor do bem e da verdade.
Que este livro seja lido e relido para que não revivamos o passado recente nem como farsa nem como tragédia.
Igor Sacramento

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O projeto que deu origem a este trabalho foi concebido em um contexto político de censura à expressão artística e à liberdade de ser quem se é, atualizando sentimentos de medo que eu acreditava terem sido enterrados com o fim da ditadura militar brasileira. Os anos de pesquisa foram atravessados pelo fortalecimento global de ofensivas antigênero, o recrudescimento da extrema-direita, a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República do Brasil e a pandemia de COVID-19. Paradoxalmente, a escrita me possibilitou fazer sentido ao que parecia inexplicável e a ver beleza nas minhas próprias cicatrizes. Só assim eu pude aceitar com integridade quem eu sou para me transformar em quem eu sempre desejei ser. Sou grato a todas as pessoas que contribuíram nessa trajetória que foi tão acadêmica quanto pessoal.
O Autor

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Allan Santos

Doutor em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ), tendo realizado estágio doutoral no Departamento de Ciências Políticas e no Departamento de Estudos de Gênero da Université Paris 8 VincennesSaint-Denis sob a supervisão do Prof. Éric Fassin (financiado pelo Programa de Internacionalização CAPES/PrInt). Pesquisador integrante do Núcleo de Estudos em Comunicação, História e Saúde
(NECHS – FioCruz/UFRJ) e vinculado ao Laboratoire d’Études de Genre et Sexualité (LEGS), desenvolve uma pesquisa
interessada em compreender como o fenômeno da desinformação digital e a mobilização midiática de campanhas antigênero têm contribuído para a projeção política e a ascensão ao poder de Jair Bolsonaro no Brasil e, em escala global, de líderes contemporâneos da extremadireita como Donald Trump, Marine Le Pen, Giorgia Meloni e Viktor Orbán. É também Mestre em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ e Bacharel em Estudos de Mídia pelo City College of New York (CCNY).

 

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