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Meus Mestres: Correspondência passiva

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Categoria: SKU: 978-85-524-0619-8

Descrição

Nome do autor: Mário Maestri
ISBN: 978-85-524-0619-8
Páginas: 334
Peso: 560g
Ano: 2026
16x23cm
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Em Meus Mestres, o historiador Mário Maestri apresenta as cartas por ele recebidas de Décio Freitas, Clóvis Moura e Jacob Gorender, que define como seus mestres, companheiros e amigos, quando do duro confronto entre a historiografia liberal-colaboracionista e marxista. A correspondência apresentada ajuda a compreender aquela disputa com a historiografia dominante e apresenta, não raro, visões singulares e pouco conhecidas desses intelectuais militantes sobre temas e debates ainda candentes.
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Em fim dos anos 1970, a tese “O escravismo colonial”, de Jacob Gorender, destacado intelectual marxista, colocou o trabalhador escravizado como demiurgo acorrentado do passado escravista.
Sob a retomada da luta social, a historiografia liberal-colaboracionista mobilizou-se pela restauração da hegemonia ameaçada das visões piedosas de Gilberto Freyre e do cativo como coadjuvante passivo do seu passado.
Em fins de 1977, Mário Maestri retornou do exílio, durante o qual defendera, na Bélgica, dissertação sobre a África Negra Pré-Colonial e iniciara tese sobre a escravidão sulina.
No Rio Grande do Sul, o jovem historiador estabeleceu laços de amizade e colaboração com Décio Freitas, celebrizado por sua história da resistência palmarina; com Clóvis Moura, destacado intelectual e militante marxista, e, em forma mais estreita, com Jacob Gorender, no centro daquele debate.
Meus Mestres apresenta a correspondência passiva de Mário Maestri com aqueles que define como seus mestres na defesa de leitura da escravidão colonial desde a visão do mundo do trabalho, no passado e no presente.
Uma correspondência que apresenta, comumente, visões singulares e pouco conhecidas de Décio Freitas, Clóvis Moura e Jacob Gorender sobre problemas ainda objeto de candentes debates.
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Mário Maestri, 78 anos, é sul-rio-grandense. Abandonou a Escola de Engenharia para cursar História na UFRGS. Desde 1967, participou na oposição à ditadura militar, sendo preso, julgado, absolvido por faltas de provas. Em 1971, refugiou-se em Santiago, participando ativamente da revolução chilena. Em 1973, refugiou-se no México e, a seguir, na Bélgica. Completou o curso de História, na Universidade Católica de Louvain, defendendo dissertação de mestrado, sobre a África Negra Pré-Colonial, e tese de doutoramento sobre a escravidão no Rio Grande do Sul. No Brasil, em 1977, retornou à militância política e trabalhou em universidades do RS – FURG, UFRGS, PUC-RS, UCS, UPF – e do RJ – USU, UFRJ –, ministrando os primeiros cursos sobre a África-Negra Pré-Colonial nessas instituições. Desde 1980, participou do confronto entre a historiografia marxista e a neo-patriarcalista. Escreveu em torno de quarenta livros individuas e dirigiu uns sessenta trabalhos de mestrado e doutoramento aprovados. É casado com a linguista italiana Florence Carboni e tem dois filhos, Marina, advogada; Gregório, arquiteto, e dois netos, Tiago e Nehara.
maestri1789@gmail.com

Informação adicional

Peso 660 g
Dimensões 16 × 23 cm

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