Descrição
Autora: Carmen Susana Tornquist
ISBN: 978-85-524-0608-2
Páginas: 88
Peso: 120g
Ano: 2026
13x21cm
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Diante da exaustão contemporânea em que nossas vidas são atravessadas por um ritmo que naturaliza a escassez de tempo e a pressa, Carmen Tornquist nos convida a pausar para refletir. Nesta coletânea de crônicas, o cotidiano é desnudado com humor perspicaz, sem que a leveza da escrita suavize a contundência de sua crítica social. Em plena era da (des)informação, a autora aborda a obsolescência programada dos objetos, a “algoritimização” dos afetos e a bizarrice que nos amarram às telas. Ao mesmo tempo que desvela a lógica predatória do capital e do patriarcado, que nos desapropria de territórios, modos de ser e fazer, Carmen também nos devolve a humanidade. Não apenas descreve a realidade, mas, de forma pedagógica e generosa, instiga a decifrá-la e, sobretudo, a subvertê-la, buscando a construção de melhores formas de resistir e (re)existir.
Daniella Pizarro
Daniella Pizarro
Professora do Departamento de Biblioteconomia e Gestão da Informação (UDESC)
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A crônica é uma escrita que conta ou comenta histórias da vida quotidiana com um linguajar aguçado, atraente, crítico. É o que faz Carmen Susana Tornquist no livro Bizarra & Perigosa,
só que com um adendo: teoriza os fatos, mostrando que eles estão perpassados pelas classes sociais, pela divisão do trabalho, pela exploração da mão de obra. O capitalismo, sistema no qual os seus personagens estão inseridos, determina o comportamento de muitos deles, com relâmpagos de consciência e desalienação para o leitor. Das coisas mais simples (de como controlar o tempo de fala em uma assembleia) às mais complexas (da emancipação da mulher na sociedade patriarcal), Carmen vai além das aparências, levando o interlocutor a pensar, a refletir, a concluir. Seguramente você deverá ter passado por um ou outro fato aqui cronicado. Recomendo a leitura pela leveza, pela atração, pela profundidade.
Waldir Rampinelli
só que com um adendo: teoriza os fatos, mostrando que eles estão perpassados pelas classes sociais, pela divisão do trabalho, pela exploração da mão de obra. O capitalismo, sistema no qual os seus personagens estão inseridos, determina o comportamento de muitos deles, com relâmpagos de consciência e desalienação para o leitor. Das coisas mais simples (de como controlar o tempo de fala em uma assembleia) às mais complexas (da emancipação da mulher na sociedade patriarcal), Carmen vai além das aparências, levando o interlocutor a pensar, a refletir, a concluir. Seguramente você deverá ter passado por um ou outro fato aqui cronicado. Recomendo a leitura pela leveza, pela atração, pela profundidade.
Waldir Rampinelli
Historiador e escritor
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Carmen Susana Tornquist (1966-) graduada em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atuou por muitos anos como professora na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Fez mestrado em Sociologia Política, doutorado em Antropologia Social (UFSC) e pós-doutorado na École des Hautes Études em Sciences Sociales (França). Nos 13 textos aqui reunidos, coleta o miúdo, as pequenas narrativas cotidianas, seus personagens invisíveis (o pescador, o vendedor, uma pessoa em situação de rua), dota-lhes de sentido histórico e transforma a crônica, em que pese seu caráter de registro do instante, em documento que traduz o presente e perpetua-se para o futuro.
Jeana Santos – jornalista, doutora em Literatura e escritora
Jeana Santos – jornalista, doutora em Literatura e escritora


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